terça-feira, 13 de agosto de 2013

Tirinha Logoff #04

Espero que gostem!

terça-feira, 9 de julho de 2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

Tirinha Logoff #02

Originalmente essa era para ser a primeira aparição do personagem, fiz ela em 2012, porém ficou trancada em minha gaveta e resolvi postá-la agora...
Espero que gostem!
Obs.: Só o enquadramento da digitalização que ficou ruim. =(


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tirinha Logoff #01

Meu primeiro personagem: Logoff...
Espero que gostem...


Obs: no pensamento do Logoff há uma pessoa fumando um cigarro com uma mulher na ponta, abaixo uma mão com um fósforo aceso...

domingo, 25 de março de 2012

Museu da Escola de Minas Gerais - IEMG


O programa Terra de Minas do canal televisivo aberto Globo Minas, apresentou em seu último programa (24/03/2012) uma pequena reportagem sobre a educação em Minas Gerais através do Museu da Educação. Segue o link:

http://redeglobo.globo.com/platb/globominas-terrademinas/2012/03/24/veja-como-era-a-sala-de-aula-no-inicio-do-seculo-xx/

Tempos em que a profissão do professor era valorizado e respeitado.


Horário de Funcionamento:

Segunda a sexta das 8h às 18h

Contato: (31) 3273-2090

Email: crp.memo@educacao.mg.gov.br

Entrada Franca

Em Belo Horizonte há um lugar em que é possível encontrar muito da história da educação de nosso estado e do país. É no Museu da Escola de Minas Gerais, primeiro do gênero no Brasil, que a lembrança e registro da educação encontrou espaço.

Antigamente localizado no Centro de Referência do Professor, hoje o acervo com cerca de 6000 peças - vindas de acervos pessoais e de escolas tradicionais - está localizado no Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG), sede provisória. Com a idéia de um futuro corredor cultural, na região da Praça da Liberdade, o Centro de Referência do Professor teve que ser transferido. Nele, além do Museu da Escola, havia um Laboratório de Currículos, com o objetivo de viabilizar treinamentos para o aperfeiçoamento de professores, e uma biblioteca com mais de 40.000 títulos.

Aberto para visitação do público, o Museu retrata a história da educação do Estado através da materialidade, mostrando o trabalho cotidiano do professor. A transferência de local comprometeu a disposição das peças. Antes as salas de aulas eram reproduzidas de forma fiel. Mesmo com as dificuldades de espaço, os funcionários se empenham para retratar, da melhor maneira possível, as estruturas da época.

O acervo é constituído de materiais escolares como testemunho não só da prática pedagógica, mas também da experiência humana a partir de um dos meios de inserção da criança no mundo social que seriam fotografias, carteiras escolares de diversas décadas, diplomas, lousas, canetas, lápis, tinteiros, cartilhas de alfabetização, cartazes de pré-livros, livros infantis, livros de leitura, cadernos, cadernos de caligrafia, ábaco, jogos pedagógicos, pastas escolares, merendeiras, cartazes de ensino, globos, mimeógrafos, projetores de filmes, boletins, cadernetas escolares, móveis e piano.

Fonte: Guia Entrada Franca. In: <http://www.guiaentradafranca.com.br/espacoG.php?idUrl=21>. Acesso em: 25 mar. 2012.

Ver também na mesma edição do programa Terra de Minas:

Receita de Cupcake de doce de leite e banana:

http://redeglobo.globo.com/platb/globominas-terrademinas/2012/03/24/cupcake-de-doce-de-leite-e-banana/


quinta-feira, 22 de março de 2012

Iniciação à História - O trabalho do Historiador (transposição didática)


Transposição didática para aula do 6º ano do Ensino Fundamental.

Referência:

BLOCH, Marc. A história, os homens e o tempo. In: Apologia da História: ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Cap. 1, 2001. p. 51-68.

Tópicos do capítulo trabalhados: 1. A escolha do historiador, e 2. A história e os homens. p. 51-55.

Texto 1 – Iniciação à História - O trabalho do Historiador:

A palavra História é uma palavra muito antiga, surgiu pela primeira vez na boca do homem há mais de dois mil anos. Mas isso não quer dizer que durante todo esse tempo a história continuou a mesma, o que escreviam os antigos historiadores, não é mais o mesmo que escrevem os novos historiadores. Pois assim como a vida de um homem muda, este cresce e amadurece, a História também é assim.

Mas o que a História estuda? Muitos estudiosos chamam de História tudo aquilo que se transforma com o tempo. Há uma história do sistema solar, pois os planetas como os conhecemos hoje já foram diferentes, esse estudo não faz parte da História que vamos aprender, pois ela faz parte da Astronomia. Também existe uma história das erupções vulcânicas, que faz parte de outra área de estudos, a Geografia. Esses dois últimos estudos não fazem parte da História dos Historiadores.

A História que vamos estudar é a História dos Homens, a sua história também é nossa história, são as atitudes dos homens do passado que nos ajudaram a ter tudo o que temos hoje, casa, carro, vídeo game, etc. Por isso são os homens que a História quer estudar. Isso tudo é para entendermos como e por onde passamos dos tempos antigos até chegarmos nos dias de hoje.

terça-feira, 20 de março de 2012

Do Homicídio Social: Canibalismo Social x Antropofagia Social

Neste texto transcorro sobre o comportamento humano de modo não científico, somente a partir de observações e experiências vividas.

Muito me chateia o comportamento humano, principalmente o modo como eliminamos as pessoas de nossa vida social simplesmente por suas dificuldades, limitações, por não ter um “padrão” de comportamento. Você já parou pra pensar o quão seu comportamento pode ser “anormal” para outras pessoas?

Já fui morto e também já matei socialmente, creio que não há ninguém no mundo que tenha escapado desse fato. Porém o nível como vem ocorrendo me incomoda. Neste texto quero transcorrer rapidamente sobre o conceito de Homicídio Social. Porém, o que é homicídio?

O dicionário define como: “A morte de uma pessoa praticada por outrem, assassino”. O Homicídio Social, se caracteriza na eliminação de uma pessoa de modo social, a morte não é física, mas espiritual. A pessoa que comete o homicídio físico elimina a existência da pessoa, porém sofre as consequências com base no código penal. A pessoa que comete o homicídio social, elimina as pessoas muitas vezes sem saber, com palavras e atitudes, a morte social acaba se tornando velada, e o agressor sai impune.

O Canibalismo Social está correlacionada ao Homicídio Social. Mas devemos fazer uma ressalva, muitas pessoas pensam que canibalismo e antropofagia são sinônimos, e isso é completamente errado. Canibalismo é a prática de um animal devorar outro animal da mesma espécie simplesmente por fome e necessidade, sem cerimônia. Já a Antropofagia era uma festa de caráter religioso dos índios Tupinambás, que viviam no litoral brasileiro, estes ao capturarem um guerreiro da tribo rival lhe rendiam homenagens, reconheciam seu valor como guerreiro, e em festa lhe matavam e se fartavam com sua carne. Os Tupinambás comiam a carne do guerreiro para poderem absorver seus atributos como força, inteligência, etc.

O Canibalismo Social consiste na eliminação das pessoas da vida social a partir de seus defeitos sem levar em conta as outras capacidades do indivíduo. A pessoa que o pratica não faz cerimônia, simplesmente trucida a humanidade da pessoa.

De qual modo deveríamos agir?

Ao contrário dessa prática, deveríamos praticar a Antropofagia Social. Deveríamos promover encontros e nos alimentar sempre das qualidades das pessoas e permitir que estas também se alimentem de nossas qualidades, promovendo-as e as incentivando para se tornarem uma pessoa melhor. Nessa prática, o fator humano não é eliminado, mas reconhecido como importante na construção de nossas vidas, estando sempre presente com base nas mudanças de caráter experimentadas a partir do encontro com tal pessoa.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A Abolição da Escravidão segundo o facebook

ATENÇÃO!!!
A maioria das informações nesse facebook são verídicas, outras são inventadas e muitas são aumentadas.
Divirtam-se...







sábado, 31 de dezembro de 2011

Quadrinhos como meio didático para o ensino de História.



Muitos alunos reclamam da “mesmice” que são as aulas de História, não me admirando quando alguém me diz não gostar de história, tendo como base as aulas no “cuspe e giz”. O modo de aula “arcaica” apresentada nas universidades podem até dar certo por se terem adultos compenetrados nas fileiras de carteiras nas salas de aulas, mas quando falamos em adolescentes, a história é outra, necessitamos de técnicas muito bem elaboradas para alcançar seu universo e trazê-los para o universo histórico de modo que o aluno se sinta à vontade para aprender e se interessar pelo conteúdo.

Mas como podemos realizar tal tarefa? Há várias maneiras de se fazer, uma delas é a utilização de revistas em quadrinhos, dependendo da faixa etária os alunos já estarão habituados com a leitura, além de também ser um incentivo à leitura daqueles que ainda veem a leitura como perda de tempo. Um exemplo fascinante é a utilização do mangá (revista em quadrinho japonês) Gen Pés Descalços, composto por vários volumes, contudo não é necessário a utilização de todos em sala de aula, basta o primeiro volume. Mas o que trabalhar nesse “mangá”? Primeiramente não seria necessário a utilização de todo o volume que contém por volta de 270 páginas, basta a utilização das primeiras 60 ou 70 páginas, contendo muita informação sobre a atuação do Japão na 2ª Guerra Mundial, contudo, o foco deveria ser dado ao estudo do nacionalismo dos estados Alemão, Italiano e Japonês, tendo como exemplo o estado Japonês, de como era feito a manipulação da população pelo governo. Creio que com esse incentivo, os alunos procurarão ler todo o resto do volume e até procurar pelos outros volumes.

No youtube, também há a animação do mangá Gen Pés Descalços legendado, porém é somente uma adaptação de toda a série, não substituindo a riqueza da versão impressa.


Um pequeno trecho da introdução do primeiro volume de Gen Pés descalços:

Gen Pés Descalços é a obra-prima do artista Keiji Nakazawa e um dos mangás mais conhecidos do Ocidente. Narra o cotidiano da família Nakaoka antes e depois da explosão da bomba atômica em Hiroshima. Sobrevivente desse trágico acontecimento, Nakazawa criou a série a partir de suas próprias memórias: o artista tinha 6 anos quando perdeu o pai, a irmã mais velha e o irmão caçula, vítimas da bomba atômica.

Concebido em forma de relato autobiográfico, Gen Pés Descalços fascina e emociona pelo realismo e pela riqueza de detalhes. Ao longo dos dez volumes que compõem a série, os leitores acompanham a infância e juventude de Gen, quarto filho da família Nakaoka e alter ego do autor, e encontram o panorama de um dos períodos mais sombrios da história do Japão. Embora não seja uma obra graficamente inovadora, os temas que aborda ainda são relevantes e atuais.

Por esses dias, a TV Escola (tvescola.mec.gov.br) apresentou um especial no programa Salto Para o Futuro sobre quadrinhos, porém, o especial de 50 minutos é voltado para a adaptação das obras literárias da língua portuguesa para quadrinhos. Mas vale muito a pena ver e aprender.

Para assistir, basta clicar no link:
http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_zoo&view=item&item_id=9712

Outra alternativa interessante é a utilização da série em desenho Dom João no Brasil nas aulas do ensino fundamental, a seguir o primeiro episódio:

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Meme's 1 - Cenas de ciúmes...



CLIQUE NA IMAGEM PARA MELHOR VISUALIZAR!

Saindo da rotina para descontrair um pouco... hehehe...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Uma viagem ao Império Romano: Exposição "Roma: A vida e os Imperadores" em Belo Horizonte


Depois de quase seis meses sem postar nada, por causa da produção monográfica que realizei (que em breve colocarei algumas informações sobre ela), estou retornando com este post.

No último 8 de dezembro, fui à exposição intitulada “Roma: a vida e os imperadores” na Casa Fiat de Cultura, localizada no bairro Belvedere, região centro-sul de Belo Horizonte. Visitar uma exposição desse porte é uma oportunidade única. Essa é a mais abrangente exposição sobre o Império Romano realizado no país, senão, na América Latina, se tratando de peças (370 no total) que retratam a vida dos imperadores do século II a. C. (antes de Cristo) ao século II d. C. (depois de Cristo) da era do Império Romano, em sua maioria peças de mármore.


Para esta exposição, foram trazidas algumas peças que nunca saíram de seu país de origem, outras nunca foram retiradas dos seus museus de origem. Os museus que disponibilizaram as peças foram os seguintes: Arqueológico de Florença, Nacional Rom


Logo na entrada, nos deparamos com uma estatua imponente de mármore de dois metros de altura de Calígula César, imperador de 12 a. C à 41 d. C, conhecido pela frase “deixe que nos odeiem, contanto que nos temam”.ano, Nacional de Nápoles, Arqueológico de Fiesole, Antiquário de Pompeia e Galleria degli Uffizi.

A exposição é dividida

por temas, no total são doze, ficando da seguinte forma: César e a Guerra; Augusto e a Religião; Augusto e a Fundação da Cidade; Sociedade; 1ª dinastia Júlio/Cláudia; O poder dos Imperadores; Gladiadores; Teatro; Mundo Familiar; Casa; Iluminação; Comer; Beleza Feminina; Luxo; Moedas; Trabalho; Multicultural.

A exposição é fantástica, a iluminação é muito boa e o ambiente

é todo pintado em grafite, dando destaque às peças. Contudo, algumas observações devem ser feitas, algumas peças, incompletas, que possivelmente foram encontradas já em avançado estado de deterioração, me deixaram intrigado. Pois, mesmo com sua descrição, não era possível distinguir como funcionava. Se caracterizando aos meus olhos como “um monte de ferro fundido”, mas mesmo assim, devo ressaltar sua importância histórica. O que faltou para essas peças, foi um desenho demonstrativo de sua função, por exemplo, se a peça estava incompleta e se era possível sua reconstituição por alguma demonstração gráfica, creio que isso deveria ter sido feito, a meu ver essa foi uma das negligências da exposição.

Se você se interessou pela exposição, se apresse, pois ela e

stará em cartaz somente até dia 18 de dezembro de 2011. A Casa Fiat de Cultura se localiza na Rua Jornalista Djalma Andrade, 1.250, no bairro Belvedere, região centro-sul de Belo Horizonte. Visitação de terça-feira à Sexta-feira das 10hs às 21hs; sábados, domingos e feriados das 14hs às 21hs, a entrada é franca. A Casa Fiat de Cultura ainda disponibiliza transporte gratuito a partir da Praça da Liberdade, de frente a antiga secretaria da educação, terça à sexta-feira, nos horários: 9hs30min, 12hs, 13hs30min, 15hs, 16hs30min, 18hs e 19hs30min; sábados, domingos e feriados: 13hs30min, 15hs, 16hs30min, 18hs e 19hs30min.

Outras informações:

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Arte Paleo-Cristã Séculos III-IV, Cristianismo Primitivo



Abaixo, constam algumas imagens, das primeiras manifestações da Arte Cristã do período conhecido como Cristianismo Primitivo, entre os séculos III-IV.

CLIQUE NAS IMAGENS PARA MELHOR VIZUALIZAR.



Interior do santuário da Natividade - Belém - séc. I d.C.

Orante - pintura em catacumba - III d.C.

Pinturas em catacumbas romanas - fins do séc. III d.C

Relevo em sarcófago - Sermão da montanha - 270-310 d.C.

Pinturas murais em catacumbas - séculos III e IV d.C.

Jesus ressuscita Lázaro - catacumba - III d.C.

Mosaica da igreja de Santa Prudenziana - Roma - séc. IV d.C.

São Pedro de Roma - séc. IV d.C.

Detalhe de afresco no teto da catacumba de S. Marcelino e S. Pedro em Roma - IV d.C.

Cubiculum O - Pintura sobre rebôco - séc. IV

Cristo - Catacumba de Comodilla - séc. IV d.C.

Catedral Aquiléia - Veneto - séc. IV d.C.

Detalhe do sarcófago dos dois irmãos - IV d.C.

Sarcófago de Salona - 320 d.C - Iugoslávia

Ressurreição e Ascensão - Mausoléu - 400 d.C.


Detalhe do sarcófago do portal da cidade - 395 d.C.

Detalhe de sarcófago - Cristo como professor - 370 d.C.

Cristo ensinando - Sarcófago - 380 d.C.


sábado, 20 de agosto de 2011

É Notícia! A Proclamação da República (15/11/1889) nos jornais de Ouro Preto.

No dia 11 de Novembro de 1889, no Rio de Janeiro acontecia a proclamação da República do Brasil, instaurada através de um golpe militar, derrubando o monarca D. Pedro II. Liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, o Governo Provisório republicano foi levantado sem a necessidade da violência, utilizando-se somente da coação. Deodoro da Fonseca então no mesmo dia se apossou do cargo de Presidente do governo provisório, tendo como vice-presidente o marechal Floriano Peixoto.

Em Ouro Preto, então capital da província de Minas Gerais, a notícia chegou somente por um brevíssimo telegrama, sendo publicado no jornal “A União” do dia seguinte sem muito alarde. Não houve nem comentário, aparecendo como se fosse um anúncio qualquer de seu jornal. O interessante a se notar, é a alteração dos nomes dos principais jornais da época. Até a proclamação da República, existiam três jornais circulando em Ouro Preto: “A União” ultima edição de n.325 (16/11/1889), deu lugar ao jornal “A Ordem” com primeira edição em 27/11/1889; “A Província de Minas” última edição de n.625 (13/11/1889); deu lugar ao jornal “O Estado de Minas Geraes” com primeira edição em 20/11/1889. Havia também o jornal “O Movimento” que não trocou de nome pós-proclamação, mas ainda naquele mesmo ano chamava-se “Liberal Mineiro”, com última edição n.162 em 15/01/1889, um jornal que apoiava abertamente o Partido Republicano Mineiro, ao contrário dos outros jornais, que seguiam as determinações monárquicas.

O jornal “O Movimento”, claramente a favor da causa republicana, instruía os leitores, explicando o que era e como funcionava uma República, além de denunciar os descasos do poder imperial e provincial exercidos em Minas Gerais. Exemplo claro é do Sr. Sebastião Sette, reportagem publicado em 13/11/1889, denunciam sua demição pelo governo provincial por ser um republicano.

O jornal “O Movimento” e outros jornais mineiros do século XIX digitalizados, podem ser acessados no link a seguir do Arquivo Público Mineiro:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/jornais/search.php?query=&andor=AND&title=&tipo_nome=1&text_nome=A&titulo=0&num_edicao=&dtini1=&dtini2=&tipo_nome_local=1&text_nome_local=A&local_edicao=0&filme=&ordenar=10&asc_desc=20&submit=Executar+pesquisa&action=results&id_REQUEST=ed1cafba742fe7bcf1811982beceddcc

O jornal acima citado, “O Movimento” do dia 13/11/1889, pode ser encontrado digitalizado no link:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/jornaisdocs/viewcat.php?cid=197

A principal reportem a se destacar da época é a da primeira edição do jornal “O Estado de Minas Geraes” de 20/11/1889, jornal pertencente ao órgão oficial do Estado. Esta primeira edição, trouxe informações mais completas, que ocuparam mais de duas páginas de seu noticiário. Esta edição teve por ordem a publicação dos “Actos do Poder Executivo”, para Ouro Preto, a Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil, foi oficializada em 20 de Novembro de 1889. Esta edição dirigida a população proclamava basicamente as atribuições da nova República e as atribuições do governo Estadual. Interessante notar, que o jornal também trazia a resposta do “ex-imperador”:

“A' vista da representação que me foi entregue hoje às cinco horas da tarde, resolvo, cedendo ao imperio das circumstancias, partir com toda minha familia para a Europa amanhã, deixando esta patria de nós estremecida, á qual me esforcei por dar constantes testemunhos de entranhado amor e dedicação durante quasi meio seculo, em que desempenhei o cargo de chefe do Estado. Ausentando-me, pois, com todas as pessoas de minha familia, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo ardentes votos por sua grandeza e prosperidade. D. Pedro D'Alcantara."

A primeira edição digitalizada do jornal “O Estado de Minas Geraes” pode ser encontrada no site sugerido logo acima do Arquivo Público Mineiro. Aqui neste blog, estou disponibilizando somente as três primeiras páginas da primeira edição.

PARA LER O JORNAL E MELHOR VIZUALIZAR CLIQUE, CLIQUE NAS IMAGENS.

Jornal "O Estado de Minas Geraes", 20/11/1889, página 1.

Jornal "O Estado de Minas Geraes", 20/11/1889, página 2.

Jornal "O Estado de Minas Geraes", 20/11/1889, página 3.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

19 de Agosto - Dia do Historiador...


Parabéns aos Historiadores!
A profissão ainda não está regulamentada, e ainda não há um consentimento da população sobre a importância do estudo da história e de sua pesquisa. Mas seguiremos nosso caminho árduo de cabeça erguida, zelando pelo patrimônio intelectual, artístico e cultural de nosso país. A regulamentação que já está para sair, será apenas o começo da nossa jornada de reconhecimento. Sejamos pacientes...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"Meia-noite em BH": O que fazer e com quem encontrar na Belo Horizonte de 1944?

Meia-noite em BH
“Inspirados no filme de Woody Allen que vem encantando o mundo, mineiros fazem viagem pela Belo Horizonte de antigamente ao lado de Pedro Nava, Drummond e Guignard, entre outros ícones

Que tal esbarrar com Carlos Drummond de Andrade no Bar do Ponto? Ou, quem sabe, degustar a melhor empadinha do mundo na companhia de Pedro Nava, no saudoso Trianon? Vale também passear pelas ruas de Belo Horizonte ao lado do mestre Guignard e encerrar a noite com um belo vinho.

Irrecusáveis convites, sem dúvida. Mas como isso seria possível? Só se tais acontecimentos fizessem parte de roteiro do cineasta Woody Allen, responsável por um dos filmes mais festejados dos últimos tempos: Meia-noite em Paris. A comédia retrata a história de Gil Pender (Owen Wilson), roteirista que pretende se dedicar à literatura e deixar os blockbusters de lado. Curtindo crise existencial, ele flana por uma Paris mágica: quando soam as badaladas da meia-noite, elegante calhambeque o apanha para visitar o passado. Esse jovem do século 21 se encontra com ícones do anos 1920, como os escritores Ernest Hemingway, Gertrude Stein e F. Scott Fitzgerald, o compositor Cole Porter e os artistas plásticos Pablo Picasso e Salvador Dalí.” (Jornal Estado de Minas, caderno “EM Cultura”, 23/07/2011)

Trailer "Meia-Noite em Paris" (Legendado)


Woody Allen e elenco falam sobre passado e presente em "Meia-noite em Paris".


O que fazer e com quem encontrar na Belo Horizonte dos anos de 1940? A cidade ainda era muito jovem, estava ainda por fazer seus 50 anos de fundação, porém, já tinha uma aparência bem distinta dos primeiros anos de vida. Mas ainda me pergunto o que fazer? Essa pergunta é meio louca, uma vez que não podemos voltar no tempo. Porém, decidi entrar na brincadeira proposta pelo Caderno “EM Cultura” do Jornal Estado de Minas do Sábado, 23 de Julho de 2011, de me projetar na mágica Belo Horizonte da primeira metade do século XX.

O período escolhido para minha aventura foi a década de 1940, primavera de setembro de 1944, não escolhi por acaso, na época, “encenava-se” os “atos” finas da II Guerra Mundial que assolava os países europeus, mas mesmo a guerra estando longe, ela também mexia com o cotidiano da cidade no ano, como a movimentação patriótica dos cidadãos, que incentivavam os pracinhas enviados para lutar nos campos de batalha italianos, contra os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Fora os acontecimentos internacionais, Belo Horizonte era uma cidade muito calma, que começava a deixar seus ares de cidade tranqüila pra se tornar uma das principais metrópoles brasileiras. O ar respirado era apaziguador, na primeira metade do século XX, muitos vinham para BH para se curar de tuberculose, até Noel Rosa já esteve por aqui para cuidar de sua saúde. Era também uma cidade romântica e verde, com destaque para a arborizada avenida Afonso Pena e o Parque Municipal. Época em que os casais de namorados viviam a rotina do tradicional “namoro de portão”, tão esquecido nos dias de hoje! Tenho saudade do tempo que não vivi!

Bem, começamos nossa viagem! Se pudesse, não só escolheria um dia para o mágico passeio, mas escolheria uma semana, uma semana qualquer do mês de setembro de 1944. Para começar, não iria sozinho, iria com alguém muito especial para mim hoje.

Para começar, me imagino na Praça da Estação me dirigindo à um guichê para comprar uma passagem de trem para o interior. À principio, não quero passar a semana toda em Belo Horizonte, dos sete dias da semana, queria passar seis com meu herói, o Dinvô, meu avô materno, na época em sua juventude, na casa dos 20 anos. Iria para Nova Serrana, compraria a passagem para a estação de Conceição do Pará, e de lá, me viraria até chegar no destino. Queria conhecê-lo em sua mocidade, e viver uma de suas aventuras que ele tanto gostava de nos contar e vivenciar a difícil lida da roça.


O último dia seria mais intenso, voltaria no sábado à noite para Belo Horizonte, e iniciaria o domingo acordando bem cedo, vestiria o terno habitual da moda da época e empunharia um chapéu de feltro. Assim, desceria para assistir uma missa em latim na Catedral da Boa Viagem acompanhado da pessoa especial e do jovem prefeito Juscelino Kubitscheck, apelidado de “prefeito-furacão”, pela quantidade de obras concluídas no prazo de 5 anos (1940-1945). Após a missa, ainda acompanhado por JK, pegaria o bonde na av. Afonso Pena e desceria para o “Café Nice” (existente até hoje) na Praça Sete, para tomar o tradicional café moído na hora e coado no coador de pano (ainda é assim até hoje), um pão de queijo, e quem sabe um omelete de frango com palmito!


Depois, por volta das 9hs, subiria para a Praça da Liberdade para o “encontro marcado” com o quarteto de escritores conhecidos como “os quatro cavaleiros do apocalipse”: Fernando Sabino (com 21 anos, redator do jornal A Folha de Minas, em 1941, já havia publicado seu primeiro livro de contos), Helio Pellegrino (com 20 anos, em 1940, já havia publicado seu primeiro conto no jornal O Diário), Otto Lara Rezende (com 22 anos, escritor, e já era jornalista do jornal O Diário), e Paulo Mendes Campos (com 22 anos, no momento escritor). Como eram escritores e jornalista, gostaria prosear sobre literatura e o momento político no Brasil e no mundo da época, e as ânsias para o futuro.

Por volta das 11hs, desceria para o Parque Municipal, para desfrutar o momento com um passeio de barco no lago. Não seria necessário nenhum dos filhos ilustres de BH, somente uma pessoa interessante com quem conversar.

Ao meio-dia, almoçaria em um restaurante tradicional da época da região central. Lá gostaria de encontrar com Pedro Nava (com 41 anos, escritor, participou da geração modernista de BH) e com o recém instalado pintor carioca Alberto Guignard (com 48 anos). Durante o almoço, conversaríamos sobre o movimento modernista, o mundo das artes e as visões de Guignard sobre as paisagens mineiras e as cidades históricas de Minas Gerais. Após o almoço, gostaria de visitar Ouro Preto de trem com Guignard, e lá presenciar a pintura de uma obra sua, e aprender um pouco de suas técnicas.

As 17hs, gostaria de já estar em BH, subir a avenida Afonso Pena, onde hoje é a Praça do Papa, para contemplar o final da tarde e a paisagem da jovem capital mineira com os poucos arranha-céus. Depois, pegar uma sessão de cinema no Cine Brasil na Praça 7.

Por volta das 20hs, gostaria de me dirigir ao Bar do Ponto (onde hoje é o Othon Palace Hotel, nas esquinas da Rua da Bahia com avenida Afonso Pena) e tomar uma cervejinha junto com a turma de Sabino, com Pedro Nava, com o quarentão Carlos Drummond, e com Rômulo Paes (com 26 anos, cantor e compositor, famoso em BH pela frase “minha vida é esta, subir Bahia e descer Floresta” encravada na praça do quarteirão fechado da avenida Álvares Cabral com rua da Bahia). E fechar a noite com uma conversa bem distraída, “causos” e samba.

Espero que tenham gostado do texto.

Quer ver mais imagens de BH em 1940? Te sugiro o post a seguir:

História & Fotografia: Belo Horizonte, décadas de 1930 e 1940


Para ler a reportagem completa publicada no jornal Estado de Minas de 23/07/2011, acesse o link:

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

História & Fotografia: Belo Horizonte, décadas de 1930 e 1940


A jovem capital modernista se desenvolvia rapidamente, a maior prova são as fotografias, que registraram passivamente ou intencionalmente a evolução da primeira cidade planejada do Brasil (1897), construída quase que simultaneamente à sua cidade irmã latino-americana, La Plata (1885) na Argentina, também construída para abrigar a sede de seu departamento (Estado), já que Buenos Aires abrigava a sede do governo argentino.

É interessante notar o aspecto que Belo Horizonte (Bello Horisonte, na primeira grafia) toma durante a década de seu cinquentenário (1947). Os arranhacéus começam a tomar conta da cidade, e talvez, Araão Reis (arquiteto, principal responsável pelo planejamento de BH) nunca tenha imaginado que BH poderia ter em tão pouco tempo extrapolado os limites originais da cidade, a Avenida do Contorno. Nesta época, Belo Horizonte já começava a tomar seus ares de metrópole e ampliando cada vez mais sua área construída, e o vai-e-vem dos automóveis que começavam a se multiplicar.

CLIQUE NAS IMAGENS PARA MELHOR VISUALIZÁ-LAS.

Praça Sete (década de 1940), durante a campanha para a arrecadação de metais para ajudar o Brasil em sua campanha durante a 2ª Guerra Mundial

Em destaque, o Bar do Ponto, tradicional local de encontro de Belo Horizonte, muito frequentado pelas celebridades da cidade, como Carlos Drummond, Fernando Sabino, etc. Fazia parte do circuito da Boemia da Rua da Bahia (década de 1940)

Rua da Bahia com Avenida Afonso Pena, ontem e hoje, o tradicional Bar do Ponto, deu lugar ao Belo Horizonte Othon Palace Hotel.

Avenida Bias Fortes (1940)

Praça 7 de Setembro (1940)

Parque Municipal (1947)

Viaduto Santa Tereza (1947)

Rua da Bahia, esquina com Avenida Afonso Pena, logo abaixo, o Bar do Ponto (1948)

Avenida Amazonas, nº 75, esquina com as ruas Tupinambás e Espirito Santo (1947)

Sessão de cinema no Cine Brasil, década de 1930

Cine Brasil, década de 1930, do lado de fora da portaria

Prédio do Cine Brasil, década de 1930 (Praça 7)

Em 1949, a agencia Office of the Coordinator of Inter-American Affairs (OCIAA), empresa norte americana, produziu um video promocional, de apresentação da capital mineira. Realizado não para o público brasileiro, mas para o americano, seu áudio é em inglês, demonstra de maneira positiva e convidativa a cidade. O video abaixo, foram localizadas em uma biblioteca dos EUA e disponibilizados na internet, divididos em duas partes, legendadas.


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