quarta-feira, 13 de abril de 2011

Governo João Goulart (1961-1964) Rumo à Ditadura Militar

Quando Jânio Quadros renunciou a presidência da República, seu vice João Goulart (Jango) estava em visita à República Popular da China, que adotava a política comunista. Os grupos trabalhistas de esquerda encheram-se de entusiasmo com a posse do presidente, que prometia a realização das Reformas de Base, principalmente a agrária. Os grupos conservadores de direita que eram maioria no Congresso Nacional (órgão que produz e exerce as leis), insatisfeitos com a posse da presidência por um sujeito ligado as trabalhadores, conseguem aprovar uma emenda constitucional, mudando o regime político de presidencialista para parlamentarista, com a finalidade de reduzir os poderes do presidente.

Jango assumiu a presidência em 7 de setembro de 1961, onde permaneceu até 1º de abril de 1964, derrubado sob Golpe das Forças Armadas. Seu mandato foi marcado por profundas crises econômico-financeiras, herdadas ainda do governo JK. Além do conflito entre políticas econômicas para o Brasil entre os grupos de esquerda e direita, sempre com o foco nas reformas, principalmente a reforma agrária, entremeadas por greves urbanas e rurais. As greves eram realizadas através de sindicatos muito bem organizados que defendiam os direitos dos trabalhadores, principalmente a melhoria das condições de trabalho, uma das conquistas da época foi o estabelecimento do 13º salário.

Através de um plebiscito realizado em Janeiro de 1962, o regime presidencialista é restaurado com 80% dos votos da população. A atuação política de Jango foi muito contraditória, ao mesmo tempo que pretendia realizar as reivindicações da esquerda, dos trabalhadores com a reforma agrária, também tentava atender as expectativas da direita, como a criação do Plano Trienal, que pretendia a estabilização da economia contendo o aumento do salário, agredindo os trabalhadores onde mais lhe “doía” o bolso. O Plano Trienal também pretendia atender as condições impostas pelo FMI para o refinanciamento da dívida externa brasileira. Porém, devido ao choque de interesses entre os grupos de direita e esquerda, o plano não foi adiante, sendo abandonado em meados de 1963. Esse era o principal plano de governo de Jango, com o insucesso, o presidente saiu de sua posição de “conciliação” entre os grupos divergentes, e partiu para a radicalização esquerdista, anunciando abertamente a realização das Reformas de Base em 1964.

No início de 1964, Jango já não tem mais o apoio da classe conservadora, em comício em 13 de março de 1964 no Rio de Janeiro que reuniu 300 Mil pessoas, anuncia a desapropriação de terras as margens de ferrovias, estradas e rios. Em resposta, logo após ao comício, em São Paulo, os conservadores realizam a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, reunindo 400 Mil pessoas, fornecendo apoio a derrubada do governante.

A crise se complica quando Jango anistia os fuzileiros navais e marinheiros, envolvidos em revolta para a melhoria de suas condições de trabalho, o que causou uma crise hierárquica dentro das Forças Armadas. O ato parece irrelevante, mas para o alto escalão militar, o presidente estaria incentivando a indisciplina e sublevações contra seus superiores, colocando em risco a integridade nacional. Esse episódio foi a “gota d’água” para os militares que ainda se recusavam a aderir à conspiração que derrubaria o presidente. Em 31 de março, tropas militares partiram de Minas Gerais (com o apoio do Governador Magalhães Pinto) para o Rio de Janeiro e Brasília. No Rio de Janeiro, Jango recebe um comunicado dos Militares exigindo sua renúncia, partindo na manhã de 1º de abril para Brasília na tentativa de controlar a situação. Sem sucesso e sem apoio, de lá parte para Porto Alegre abandonando a presidência sem resistência. No mesmo dia o Senado declara vago a cadeira presidencial. Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados assume o cargo interinamente. Jango se exila no Uruguai, e de lá passa a articular a Frente Ampla, com o objetivo de redemocratização do Brasil, juntamente com JK e seu ex-inimigo político Carlos Lacerda. No entanto, a frente não se concretiza e João Goulart morre em solo argentino em 1976.

Por: Fernando Ribeiro. Graduando do 7º período do curso de História, pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - UNI-BH.

Transposição didática realizada para a disciplina "Estágio Supervisionado III".

Referência bibliográfica:

FERREIRA, Jorge. O governo Goulart e o golpe civil-militar de 1964. In:_____ O Brasil Republicano; v. 3. Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 2003. p. 345-405.


Primeira entrevista de João Goulart como Presidente da República brasileira:

Comício na Central do Brasil, 13/03/1964, a radicalização esquerdista de Goulart e o anúncio de seu compormisso com a Reforma Agrária:

quinta-feira, 7 de abril de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

quinta-feira, 31 de março de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Charge 7 - DILMA OBCECADA PELO ABAPORU. ABAPODILMA

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Participação especial: BARACK OBAMA.

terça-feira, 22 de março de 2011

Participe: II Jornada Arquidiocesana da Juventude - BH

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"Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (Col 2,7)

Contagem regressiva! Falta um mês para a Jornada Arquidiocesana da Juventude de Belo Horizonte (JAJ-BH). A segunda edição do evento acontecerá no dia 17 de abril, data em que a Igreja celebra o Domingo de Ramos, e tem um motivo a mais para ser especial: sua realização será no mesmo ano da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), promovida em agosto de 2011, na cidade de Madri/Espanha.

O tema da II JAJ-BH será o mesmo da JMJ: "Enraizados e Edificados em Cristo, Firmes na Fé" (cf. Col 2, 7). Ela acontecerá na cidade de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, na Paróquia São Gonçalo. Veja a programação:

14h - Concentração na praça da Prefeitura de Contagem
15h - Caminhada em direção à Paróquia São Gonçalo
16h - Celebração Eucarística celebrada e Bênção de Ramos - (Após a Celebração Eucarística, haverá show de música)

Local de CONCENTRAÇÃO: Praça Tancredo Neves, n.º 200 bairro Camilo Alves – Contagem (MG)

Este é mais um firme passo da Arquidiocese de Belo Horizonte em prol da sua candidatura para sediar a próxima Jornada Mundial da Juventude. Só no ano passado, cerca de três mil jovens participaram da JAJ-BH. A expectativa é que o esse número aumente ainda mais.

Jornada Arquidiocesana da Juventude

A Jornada Arquidiocesana da Juventude é fruto das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ).
A JMJ nasceu em 1986 como resposta do Papa João Paulo II a uma iniciativa dos jovens e visa a oferecer “momentos significativos de parada no constante peregrinar da fé”. Sua principal finalidade é colocar no centro da fé e da vida de cada jovem a pessoa de Jesus, para que Ele se torne um constante ponto de referência e para que Ele seja a luz de cada iniciativa promovida em favor das novas gerações.É realizada a cada três anos.

Entre as Jornadas acontecem as assim chamadas Jornadas (Arqui) Diocesanas. A Arquidiocese de Belo Horizonte, em comunhão com a Igreja no mundo todo, celebra em âmbito diocesano a JMJ com a Jornada Arquidiocesana da Juventude (JAJ). Esse grande encontro articula-se com os outros eventos da juventude assumidos pelo Secretariado Arquidiocesano da Juventude: Caminhada Marial ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade (Serra da Piedade), 15 de agosto e Dia Nacional da Juventude (DNJ), normalmente quarto domingo de outubro.

A JAJ será realizada no Domingo de Ramos, conforme a orientação do Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Veja os melhores momentos da I JAJ-BH

Os melhores momentos da I JAJ podem ser conferidos no Canal da JAJ no youtube: http://www.youtube.com/user/jornadaajbh .

Mais informações:
Site: http://jajbh.blogspot.com/
E-mail: jornadaajbh@gmail.com
Tel.: (31) 3269-3132


Retirado do blog da JAJ-BH; http://jajbh.blogspot.com/2011/03/arquidiocese-de-belo-horizonte-promove.html#ixzz1HLI4qJqI

sábado, 19 de março de 2011

Os desenhos animados vão à II Guerra Mundial!

Nos anos 30, o desenho animado era coisa séria e estava longe de cair no gosto da meninada. Durante a guerra, esbanjava apelo popular e passava entre trailers e documentários e a atração principal. E, seguindo a tendência da época, celebridades como Pernalonga, Patolino, Mickey e Pato Donald também foram à guerra. Os pioneiros: duas séries da Warner – Looney Tunes e Merry Melodies –, que nos anos 40 produziu as mais radicais peças de propaganda em Hollywood, muitas de cunho explicitamente racistas. A mais famosa é Bugs Bunny Nips the Nips (1944), na qual o coelhinho aparece numa ilha do Pacífico e apronta misérias com um japonês ridiculamente estereotipado. Em Herr Meets Hare (1945, Pernalonga vai à floresta Negra azucrinar a vida de Hermann Goring. E o clássico Ducktators (1941) reúne no mesmo desenho Hitler, Stálin, Mussolini e Hiroito.

A Disney não ficou atrás, Em 1943, ela lançou Der Fuehrer’s Face, com Pato Donald no papel de um operário alemão que se confunde ao alternar os movimentos de apertar parafusos e a saudação a Hitler. Walt Disney foi um dos mais ativos executivos da propaganda hollywoodiana. Mickey promovia de tudo, de campanhas de doação de sangue a trabalhos voluntários. Junto com Donald, era o preferido para estampar a fuselagem dos aviões de caça. De quebra, Disney era constantemente convocado para ser embaixador dos Estados Unidos na vizinhança. Foi assim que ele veio parar na América Latina, em uma turnê no início dos anos 40. Como gesto de boa vontade, o mago dos desenhos criou o mexicano Panchito, o argentino Gauchito Voador e o brasileiríssimo Zé Carioca.


Texto extraído:

DIAS, Cristiano. Hollywood vai à guerra. Coleção Grandes Guerras: Segunda Guerra Mundial, do Dia D até a Vitória, São Paulo, ed. Abril, 6ª ed., mai. 2005. p. 66.


Alguns desenhos animados produzidos no período beligerante, pena que encontrei somente o desenho do Pato Donald legendado, mas no entanto, os outros também dão à entender a mensagem que querem passar.

O mais interessante é o último vídeo, que mostra o lado japonês da guerra, só que em 1936, três anos antes do início da guerra, o que nos demonstra que a guerra seria inevitável pelo cenário. Nesse vídeo, Mickey invade uma ilha japonesa.

Pato Donald vai à Guerra!

Popey vai à Guerra!

Pernalonga vai à Guerra!

Os Três Porquinhos vão à Guerra!

Desenho animado japonês prevê invasão note-americana!

No youtube há outros vídeos, divirta-se e informe-se!

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